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3. Kerygma: Visão Celular

O MINISTÉRIO CATÓLICO KERYGMA

NA VISÃO CELULAR

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“Deus os abençoou: Frutificai, disse ele, e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a. Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra”.

(Gn1, 28)

Animados pelo Documento de Aparecida, “V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe”, adotamos e adaptamos para a nossa realidade organizacional o “Serviço de Células Paroquiais de Evangelização”, reconhecido em 29 de maio de 2009, no Vaticano, pelo Pontifício Conselho para os Leigos.

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Esse serviço nos permite cumprir a nossa missão seguindo os passos da ação ministerial de Jesus (DA 31): a evangelização de casa em casa e a fraternidade dos doze (Mc 6,7-13; At 2,46; 5,42).

 

A Igreja apostólica era constituída de pequenas comunidades caseiras, no contexto franciscano São Francisco dividiu os frades em pequenas Fraternidades. Hoje esses pequenos grupos são denominados de células. O termo célula é sugestivo, pois nos coloca dentro da visão do Corpo Místico de Cristo que é a Igreja: “Ora, vós sois o corpo de Cristo e cada um, de sua parte, é um dos seus membros” (1Cor 12,27). Essa Visão caracteriza-se como um método de evangelização e discipulado.

 
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O que são Células? No contexto eclesial as células são pequenas comunidades de base, que se reúnem nos lares, que atua como centro de treinamento ministerial, pois além de seus membros vivenciarem o “amai-vos” (Jo 13, 34), são capacitados para o “ide” (Mt 28, 19).

As células são compostas de 03 até 12 membros, que se reúnem semanalmente como uma família para orar, estudar a Palavra, partilhar a vida e evangelizar. Passando dos 12 membros deve-se formar um novo grupo, porque num grupo maior não há tempo suficiente para que todas as pessoas compartilhem, recebam ministração e o acompanhamento personalizado. Por fim, também as casas normalmente não comportam grandes grupos.

OS 08 PROPÓSITOS VIVIDOS PELAS CÉLULAS

Cada célula dentro da sua realidade, como uma pequena fraternidade, busca a vivencia dos oito propósitos de Deus para a Igreja: 1. Vida de comunhão fraterna (At 2,44-45); 2. Serviço fraterno (At 4,32.34-35); 3. Oração, louvor e adoração (At 2,47); 4. Edificação, estudos da doutrina dos Apóstolos (At 2,42); 5. Celebração Eucarística (At 2,42); 6. Serviço de evangelização (At 5,33); 7. Vivencia dos dons carismáticos (At 2,43); 8. Crescimento e multiplicação (At 2,47b; 8,1b-4).

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Essas características, além de darem propósito, também, identificam cada célula como uma verdadeira comunidade de irmãos no Senhor. As células é uma dinâmica eficiente de formação e amadurecimento dos participantes, além disso, facilita a organização ministerial e a evangelização nas famílias, nos bairros e nas comunidades rurais.

A NATUREZA DA CÉLULA: DIVISÃO PARA A MULTIPLICAÇÃO

 
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A biologia ensina que as células formam a base para toda a vida. Todo ser vivo é formado a partir de uma célula, crescendo e se desenvolvendo a partir da multiplicação de suas células. Uma célula viva cresce e ganha novas pessoas, por isso, multiplica-se constantemente formando um grande organismo.

Tanto naturalmente como espiritualmente tudo começa em uma célula. No sentido eclesial as células não é um grupo de cristãos fechados, ela é uma pequena comunidade cristã que tem a multiplicação do corpo de Cristo como meta, a partir da evangelização de casa em casa e do discipulado, como também, do serviço ministerial que permite a valorização dos dons de cada membro.

Escada de Sucesso. A natureza da celular é a multiplicação para isso se usa um método que facilite a sua natureza: a Escada de Sucesso, constituída de 04 degraus: 1º Degrau: Ganhar; 2º Degrau: Consolidar; 3º Degrau: Discipulado e 4º Degrau: Envio. Envia-se para começar a ganhar vidas e formar novas células.

A VISÃO CELULAR BASE DO MCKERYGMA

O método estratégico do Senhor Jesus e da Igreja Apostólica característica a “Visão Celular”. Essa visão restaura para a Igreja as duas asas que dão equilíbrio de crescimento e multiplicação: as casas e o templo, e o discipulado dos doze.

Através da evangelização de casa em casa alcançamos as pessoas nos seus lares, onde elas convivem umas com as outras no dia-a-dia. Facilitando assim, o anúncio do Evangelho às famílias e a formação do discipulado.

No contexto do templo temos a oportunidade da consolidação através da Palavra, da oração, do louvor. Como também, reunir as famílias para a celebração Eucarística e promover a adoração ao Ss. Sacramento.

Já por meio do discipulado dos doze temos uma visão de continuidade, liderança, organização e multiplicação, facilitando o cumprimento da ordem: “Ide Evangelizar e fazei discípulos”.

Por isso, nós, Ministério Católico Kerygma, estamos fundamentados e organizados neste método, porém adaptando-o a nossa realidade. Caracterizando-nos como uma rede de pequenas comunidades de base unidas pela mesma fé, carisma e vocação.

 
FUNDAMENTO BÍBLICO DA VISÃO

A Igreja de Casa em Casa e no Templo

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O Senhor Jesus utilizou as casas e o templo para anunciar o Reino de Deus e ensinar, como nos mostra os evangelhos: na casa de Pedro (Mt 8,14-17); na Sinagoga (Mc 1,21-22) e no Templo (Jo 7,14).

A Igreja Apostólica, dando continuidade à missão de Jesus, pregava o evangelho no templo e de casa em casa (At 2,46; 5,42), como podemos ver:

  1. A igreja de Jerusalém no Cenáculo (At 1,13; 2,1);
  2. A igreja na casa de Marcos (At 12,12);
  3. A igreja na casa de Cornélio (At 10,24-48);

O Apóstolo São Paulo seguiu esse mesmo modelo, se reunia nas casa para pregar o evangelho e consolidar os discípulos:

  • Na casa do carcereiro e de Lídia (At 16,34. 40);
  • No próprio aposento (At 28,30-31).

O mesmo Paulo dar testemunho: “Preguei e vos instruí publicamente e dentro de vossas casas” (At 20,20b).

Essas pequenas comunidades cristãs de base constituíam o grande organismo da Igreja Primitiva, estavam unidas pela fé e doutrina apostólica.

A Formação dos Doze Apóstolos

 
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Além da visão da evangelização de casa em casa que originou a estratégia da Igreja nas casas, o Senhor Jesus nos deu outra visão: a formação do discipulado de doze.

O Senhor Jesus constitui um grupo de doze apóstolos para ficar em sua companhia, formá-los, fazê-los crescer e enviá-los pelo mundo. Os doze Apóstolos formaram o primeiro grupo, o grupo-mãe que deu origem a outros grupos. Eles foram à primeira célula da Igreja (célula protótipo), os quais se tornaram as colunas sólidas da fé cristã, o governo da Igreja de Cristo, tendo Pedro como líder e elo de unidade na caridade e na fé (Mt 16,16-20; Mc 3,14-15; Lc 22,31-32).  Os doze Apóstolos são símbolo de liderança e de organização (Mc 6,7-13; Lc 9,1-6).

 

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