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05. Repouso no Espírito: Alguns Princípios ou Critérios

Santa Gemma Galganni VI

  1. Não há problemas teológicos com o repouso no Espírito, pois esse fenômeno ou carisma faz parte da vida mística da Igreja. Mas há inúmeros problemas pastorais. Muitos têm medo da experiência religiosa exterior, classificando-a imediatamente de “emocionalismo”. Precisamos abrir nossos corações ao amor e ao poder de Deus.

  2. A maior parte das pessoas não consegue soltar o corpo para trás porque se sente desprotegida do ponto de vista humano.

  1. A comunidade, os ministros de oração e as pessoas que recebem oração geralmente têm uma percepção muito boa da presença ou ausência do Senhor durante a oração. Freqüentemente, a comunidade sentirá a presença do Espírito Santo durante o processo de repouso.
  1. Muitos sacerdotes e Bispos que se dedicam totalmente ao ministério de cura ou repousaram no Espírito, estão de acordo com os bons frutos produzidos pelo repouso no Espírito.
  1. Precisamos estar abertos às maneiras através das quais o Espírito parece estar conduzindo o Seu Corpo.
  1. Devemos acreditar na honestidade e integridade das pessoas até prova em contrário. Alguns diriam que nem todos os que caem estão repousando no Espírito. Isto, talvez, seja verdade.
  1. Onde ministrar o repouso? Precisamos ser cautelosos a respeito do local onde ocorrerá o repouso. Não usar o repouso em ambientes ou ações não carismáticos. A ordem e o decoro devem ser sempre preservados.
  2. Do ponto de vista pastoral, devemos averiguar e impedir qualquer abuso, tal como permitir o repouso no Espírito durante a Comunhão, no meio da missa dominical, ou em um lugar público. Sem dúvida, isto constitui abuso e deve ser corrigido pastoralmente.
  3. O repouso pode ser controlado: o ato de cair geralmente está sob o controle da pessoa que repousa. Se uma cerimônia carismática estiver sendo realizada em um local ou em uma situação inadequada ao repouso no Espírito, é preciso orientar que para repousar no Espírito não precisam cair e nem ficar rígidos, podem repousar de pé e com plena consciência de suas funções corporais.
  4. O ideal seria que fosse usado em particular ou em situações de aconselhamento. Pode ser usado também para orações carismáticas de cura. Para isso, se faz necessário o ensinamento, ou seja, explicar o que é o repouso no Espírito para não chocar e amedrontar as pessoas.
  5. Ao ministrar o repouso é necessário, às vezes, ajudar as pessoas a abrirem espaço em suas mentes, para que o repouso no Espírito aconteça. Isto permite que elas ajam da maneira que o Espírito Santo inspirar.
  6. Algumas pessoas que não repousam no Espírito se sentem desprezadas ou sentem que Deus não as ama. É preciso que se lhes assegure que Deus as ama. Talvez necessitem de mais ensinamento e oração, até que se tornem psicologicamente mais abertas à experiência. É preciso tranqüilizar as pessoas de que a falta do repouso no Espírito não significa que não estão perto de Deus. Do mesmo modo, devemos dizer que o repouso não é sinal de santidade.
  7. Experiências negativas. Atitudes negativas não são freqüentes durante o repouso. Quando ocorre uma experiência negativa, geralmente têm uma orientação inadequada. Algumas vezes, lembranças dolorosas ou espíritos do mal estão sendo substituídos pela presença de Jesus e aquilo que pode parecer negativo é, na verdade, positivo. Freqüentemente, os maus espíritos são trazidos por profundas mágoas emocionais, ou estão relacionados com elas e, portanto, poderá haver uma forte liberação de emoções durante o processo de cura.

 

Fonte: O Repouso no Espírito, de Roberto DeGrandis S.S.J., Edições Loyola, Na obra, além de vários testemunhos, o autor descreve as áreas de interesse em pesquisa com médicos e psicólogos.
Dons Espituais de Serviço, de Luciano do Amaral,Edições Loyola.

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