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13º Tema: O Dom de Profecia

“Aquele que profetiza fala aos homens, para edificá-los, exortá-los e consolá-los” (1Cor 14,3)

Falando sobre os carismas, São Paulo, de uma forma particular, chama a atenção ao carisma da Profecia e explica a importância desse dom (1Cor 14,1-5). Para o apóstolo, essas três qualidades desse carisma ajudam a perceber o quão importante e necessário é ele dentro da comunidade, pois, ele edifica os ouvintes, sejam eles fiéis ou infiéis.

A profecia é uma mensagem divina, destinada ao indivíduo ou à coletividade. Mesmo sendo evidenciado na Bíblia, em muitas situações, a profecia não se refere, necessariamente, ao futuro. Por meio dele Deus usa alguém para falar o que pensa sobre alguma situação presente, ou qual é sua intenção para o futuro.

O uso deste dom numa reunião de oração serve para atrair a atenção dos presentes a Deus e aprofundar o seno de Sua presença. Assim, o profeta transmite o pensamento de Deus para que se possa agir segundo esse pensamento. E essa transmissão vem de Deus e não da mente daquele que fala.

O centro de todas as profecias é Jesus Cristo e o seu evangelho, portanto as palavras proféticas têm que estar de acordo com a palavra de Deus, com a palavra da Igreja e dirigida à glória de Deus e a salvação dos homens (Dt 13,2-4).

A Manifestação da Profecia

O dom da profecia é para todos os homens de boa vontade e de fé que querem recebê-lo (1Cor 14,30). Este dom pode se manifestar através de uma palavra, de um sentimento, em línguas, que requer a interpretação, de um canto, de uma visão (At 10,9-48), com entendimento espiritual de um sonho (Num 12,6).

Geralmente, esse dom se manifesta na comunidade que ora e louva o Senhor, ouvindo a Sua palavra com o coração dócil e atento. A seguir, convida-se para o canto em línguas que se estenderá por alguns minutos, faz-se um breve silêncio para que se possa ouvir a mensagem divina em seu coração e para que esta seja proclamada. Estas mensagens não são frutos da mente, mas inspirações divinas e geralmente são proclamadas na primeira ou na segunda pessoa (do singular ou plural). Exemplo “Eu te amo, povo Meu…”; “Tu és meu rebanho escolhido…”; “Vós sois o povo de minha predileção”.

Também é importante que haja confirmação da profecia através de moções dadas a outros. A palavra de profecia deve passar pelo “crivo” do discernimento dos espíritos. É importante que as examinemos se são divinas, humanas ou diabólicas (1Tes 5,21; Mt 7,15).

É importante que a comunidade guarde, por escrito, as profecias; isso ajudará a confirmá-las quando se tornarem realidade no grupo. Quando acontece o anúncio de uma falsa profecia, A falsa profecia pode ser detectada pelos seus frutos: esta causa um mal-estar na comunidade, e a sensação de que o que se ouve nada tem de verdadeiro. Deus jamais inspirará uma profecia que contradiga o que Ele, anteriormente já inspirou (nas Escrituras e documentos da Igreja).

Existem também as não-profecias e as falsas profecias. As não-profecias, por vezes, podem ser palavras ungidas, mas não são profecias. As falsas profecias acontecem quando, alguém na tentativa de utilizar o dom, cede ao impulso de falar, sem prévio discernimento. Os lideres percebendo o acontecimento das pseudas profecias por mais de uma vez, devem corrigir a pessoa.

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